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'Dog whistle': a tática de extremistas que utilizam símbolos para se comunicarem no governo Bolsonaro
'Dog whistle' é um termo em inglês que significa 'apito de cachorro' e se refere a uma estratégia política para transmitir mensagens 'ocultas' a um grupo específico, sem que a maioria das pessoas perceba. É uma forma de sinalizar afinidade, pertencimento e recrutamento de seguidores de ideologias radicais, como o neonazismo e o fascismo.
O presidente Jair Bolsonaro tem sido acusado de usar essa tática em diversas ocasiões, como quando postou um vídeo com uma frase atribuída ao ditador fascista italiano Benito Mussolini, quando tomou um copo de leite durante uma transmissão ao vivo, gesto associado à supremacia branca, ou quando foi fotografado com uma camisa da Lazio, time italiano cuja fama é ligada ao fascismo.
Segundo especialistas, esses gestos e símbolos são utilizados globalmente entre extremistas de direita como uma forma de comunicação e provocação. Eles também apontam que o discurso racista, anticomunista, armamentista e LGBTfóbico do presidente tem empoderado as células neonazistas no Brasil, que cresceram na internet e nas ruas desde 2019.
A prática do 'dog whistle' é facilmente dissimulada e quem a identifica é rotulado de 'lacrador' ou 'paranoico' pelos adeptos dessa tática. No entanto, trata-se de uma forma de tornar mais palatável um discurso que não é bem visto pela sociedade e que pode incitar a violência e a intolerância contra minorias.
Como combater o 'dog whistle'?
Uma das formas de combater o 'dog whistle' é denunciar e expor as mensagens e os símbolos que são usados por esses grupos extremistas, mostrando seu real significado e sua origem histórica. Também é importante educar e conscientizar as pessoas sobre os perigos e as consequências dessas ideologias para a democracia e os direitos humanos.
Outra forma de combater o 'dog whistle' é fortalecer a resistência e a mobilização dos movimentos sociais e das minorias que são alvo desses ataques, promovendo a diversidade, a solidariedade e a tolerância. Além disso, é preciso cobrar das autoridades e das instituições uma postura firme e responsável diante desses casos, aplicando as leis e as sanções cabíveis.
Por fim, é essencial que a sociedade civil não se deixe enganar ou intimidar por essas táticas, que buscam criar divisão, medo e ódio entre as pessoas. É preciso estar atento e crítico às informações que circulam na internet e nas redes sociais, verificando as fontes e os fatos. E também é preciso dialogar e debater com respeito e argumentos, buscando construir pontes e não muros.
Como identificar o 'dog whistle'?
Para identificar o 'dog whistle', é preciso estar atento e informado sobre os gestos e os símbolos que são usados por esses grupos extremistas, que muitas vezes são sutis ou disfarçados de brincadeira ou
ironia. Alguns exemplos são:
- O gesto de OK com a mão, que forma as letras WP de white power (poder branco).
- O copo de leite, que representa a pureza racial branca.
- A camisa da Lazio, que é um time italiano associado ao fascismo.
- A bandeira do grupo ucraniano Pravii Sektor, que é um movimento nacionalista e antissemita.
- A frase "é melhor um dia como leão do que cem como ovelha", atribuída a Mussolini.
Esses gestos e símbolos podem ser encontrados em redes sociais, vídeos, fotos, manifestações ou discursos de políticos ou personalidades públicas. Para identificá-los, é preciso pesquisar a origem e o significado, além de verificar se há outras evidências ou contextos que indiquem uma intenção extremista. Também é importante não se deixar levar pela desinformação ou pela negação dos envolvidos, que podem alegar que foi uma coincidência, uma homenagem ou uma piada.
A relação entre o 'dog whistle' e as fake news
As fake news são notícias falsas ou distorcidas que são divulgadas na internet ou em outros meios de comunicação com o objetivo de enganar, manipular ou influenciar a opinião pública. Elas podem ter motivações políticas, econômicas, ideológicas ou pessoais.
O 'dog whistle' pode ser considerado uma forma de fake news, pois também busca transmitir uma mensagem falsa ou oculta para um determinado público, sem que a maioria das pessoas perceba. Assim, ele pode servir para disseminar ideias extremistas, preconceituosas ou antidemocráticas, sem que haja uma contestação ou uma responsabilização.
A relação entre o 'dog whistle' e as fake news pode ser perigosa para a democracia, pois pode afetar a qualidade do debate público e a transparência das informações. Além disso, pode gerar confusão, desinformação e polarização entre os eleitores, prejudicando o exercício da cidadania e da escolha consciente.
Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas e informadas sobre o 'dog whistle' e as fake news, verificando as fontes e os fatos antes de compartilhar ou acreditar em qualquer conteúdo. Também é importante que haja fiscalização e regulação dos meios de comunicação e das plataformas digitais, para evitar a propagação dessas práticas nocivas.
O 'dog whistle' e as fake news são usados por todos os partidos políticos?
Não há uma resposta definitiva para essa pergunta, pois não há um levantamento oficial ou uma pesquisa científica que possa medir o uso do 'dog whistle' e das fake news por todos os partidos políticos do Brasil. No entanto, é possível afirmar que essas práticas não são exclusivas de um único espectro ideológico ou de uma única corrente política.
Segundo o professor Darren Linvill, da Universidade de Clemson, nos Estados Unidos, o uso das redes sociais para espalhar desinformação e engajar eleitores é um fenômeno deste século 21 que acontece na extrema direita e na extrema esquerda, assim como no centro. "Está em toda parte", diz ele.
No Brasil, há exemplos de notícias falsas e de 'dog whistle' que foram disseminados por diferentes grupos políticos, com diferentes objetivos e interesses. Por exemplo:
- Durante a campanha eleitoral de 2018, circulou uma notícia falsa de que o candidato à presidência Fernando Haddad (PT) teria distribuído mamadeiras em formato de pênis nas escolas quando era ministro da Educação. A notícia foi desmentida por diversos veículos de checagem de fatos, mas teve grande repercussão nas redes sociais e pode ter influenciado a opinião de alguns eleitores.
- Durante as manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2020, circulou uma foto de um homem segurando uma bandeira do grupo ucraniano Pravii Sektor, que é um movimento nacionalista e antissemita. A foto foi usada para acusar os manifestantes de serem extremistas de esquerda e simpatizantes do nazismo. No entanto, a foto era antiga e havia sido tirada em um protesto na Ucrânia em 2014. A bandeira não tinha nada a ver com os protestos no Brasil.
- Durante a crise sanitária provocada pela pandemia da COVID-19 em 2021, circulou uma notícia falsa de que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teria comprado uma mansão milionária em Miami, nos Estados Unidos. A notícia foi usada para criticar o governador por sua gestão da pandemia e por sua postura contrária ao governo federal. No entanto, a notícia era falsa e a mansão pertencia a outra pessoa.
Esses são apenas alguns exemplos de como o 'dog whistle' e as fake news podem ser usados por diferentes partidos políticos para tentar manipular ou influenciar a opinião pública. Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas e informadas sobre essas práticas e não se deixem levar por informações falsas ou ocultas.
Conclusão
O 'dog whistle' é uma tática utilizada por extremistas para se comunicarem no governo Bolsonaro e em outros contextos políticos. Essa estratégia consiste em transmitir mensagens 'ocultas' a um grupo específico, sem que a maioria das pessoas perceba. O presidente Jair Bolsonaro tem sido acusado de utilizar essa tática em diversas ocasiões, utilizando gestos, símbolos e discursos que sinalizam afinidade com ideologias radicais, como o neonazismo e o fascismo.
Essas práticas são utilizadas globalmente entre extremistas de direita como forma de comunicação e recrutamento de seguidores. Além disso, o discurso do presidente, que inclui racismo, anticomunismo, armamentismo e LGBTfobia, tem empoderado células neonazistas no Brasil, que têm crescido tanto na internet quanto nas ruas desde 2019.
O combate ao 'dog whistle' envolve a denúncia e exposição das mensagens e símbolos utilizados por esses grupos, além de educar e conscientizar as pessoas sobre os perigos dessas ideologias. Fortalecer a resistência e a mobilização dos movimentos sociais e das minorias que são
alvo desses ataques também é fundamental, assim como cobrar das autoridades uma postura firme e responsável diante desses casos.
É importante estar atento para identificar o 'dog whistle', pesquisando a origem e o significado dos gestos e símbolos utilizados. Além disso, é fundamental não se deixar levar pela desinformação ou pela negação dos envolvidos. O diálogo, o respeito e o debate construtivo são essenciais para combater essas práticas e promover a tolerância e a diversidade na sociedade.
Referências
BBC NEWS BRASIL. 'Dog whistle': a tática de extremistas que utilizam símbolos para se comunicarem no governo Bolsonaro. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-54019369. Acesso em: 30 out. 2022.
O DIA. 'Dog whistle': a tática de extremistas que utilizam símbolos para se comunicarem. Disponível em: https://odia.ig.com.br/brasil/2022/02/6336647-dog-whistle-a-tatica-de-extremistas-que-utilizam-simbolos-para-se-comunicarem.html. Acesso em: 30 out. 2022.
BBC NEWS BRASIL. O que é o 'gesto do OK' e por que ele foi associado ao supremacismo branco. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55570463. Acesso em: 30 out. 2022.
POLITIZE!. Notícias falsas e pós-verdade: o mundo das fake news e da (des)informação. Disponível em: https://www.politize.com.br/noticias-falsas-pos-verdade/. Acesso em: 30 out. 2022.
G1. É #FAKE que copo de leite é símbolo de supremacia branca. Disponível em: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/noticia/2020/05/29/e-fake-que-copo-de-leite-e-simbolo-de-supremacia-branca.ghtml. Acesso em: 30 out. 2022.
CNN BRASIL. 4 em cada 10 brasileiros afirmam receber fake news diariamente. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/4-em-cada-10-brasileiros-afirmam-receber-fake-news-diariamente/. Acesso em: 30 out. 2022.